A melhor profissão do mundo: Enfermagem.
O título deste blog traduz de forma simbólica o actual paradigma da profissão. Reflecte a evolução académica, científica, técnica e humana da classe. Os Enfermeiros não querem ser apelidados de "doutor", pois, orgulhosamente, existe um título que os define e torna únicos: "Enfermeiro".
Segunda-feira, Dezembro 28, 2009
OE reuniu com o Secretário de Estado da Saúde (Manuel Pizarro)...
O resumo da reunião da OE com o inimigo nº. 1 dos Enfermeiros: .
"Lisboa, 24 de Dezembro de 2009 – A Ordem dos Enfermeiros (OE) reuniu no passado dia 21 de Dezembro de 2009 com o Secretário de Estado da Saúde (SES), Dr. Manuel Pizarro, com o objectivo abordar algumas questões relativas a áreas específicas, designadamente os Sistemas de Informação em Enfermagem, a Emergência Pré-Hospitalar e os Cuidados de Saúde Primários.
Nesta reunião foram assumidos e reafirmados alguns compromissos importantes, por parte do Sr. Secretário de Estado, a saber:
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Sistemas de Informação em Enfermagem
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Foi efectuado o ponto de situação sobre a decisão política relativa às conclusões produzidas pelo Grupo de Trabalho para o Registo de Saúde Electrónico Nacional (RSE). Sobre este assunto o Sr. Secretário de Estado deu-nos conta de que irá disponibilizar nos sítios oficiais do Ministério da Saúde e da Administração Central do Sistema de Saúde I.P (ACSS), a versão final dos documentos produzidos, e também incumbir a ACSS de apresentar até ao dia 31 de Janeiro de 2010, um plano de operacionalização para a fase subsequente do programa RSE, alinhado com as recomendações produzidas e mostrou-se receptivo à proposta da OE da criação de uma Comissão de Acompanhamento deste programa.
Foi ainda abordado o desenvolvimento dos Sistemas de Informação SAPE e SAM, e dos respectivos cadernos de encargos, conforme conclusões do estudo de viabilidade económica destes sistemas, tanto para os Cuidados de Saúde Primários, como para os Hospitalares e Continuados. Ficou o compromisso de envio à OE da versão pré-final do caderno de encargos em desenvolvimento para os CSP e de repensar a estratégia para os outros contextos, designadamente, para os cuidados hospitalares.
A OE apresentou ainda as questões da certificação dos aplicativos informáticos de suporte aos Sistemas de Informação de acordo com requisitos de interoperabilidade, técnica e semântica, com standards nacionais e internacionais e retoma das diligências entre a OE e a ACSS para a formalização de protocolos visando a certificação (técnica e de conteúdos) das aplicações informáticas de suporte aos SIE; o mapeamento da CIPE®, versão 2.0, SCD/E e tabelas de «actos clínicos»; e partilha de informação do Resumo Mínimo de Dados de Enfermagem (RMDE). Sobre estes assuntos, foi assumido o compromisso do SES diligenciar junto da ACSS para o prosseguimento destas actividades e de intervir no sentido de combater a crescente desregulação na aquisição de aplicativos de suporte aos registos electrónicos de Saúde / Enfermagem.
Aos casos mais prementes apresentados pela OE (limitações do acesso à informação e à utilização do SAPE, etc.) prometeu intervenção imediata e solicitou à OE a comunicação de outros factos que entretanto venha a ter conhecimento.
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Emergência Pré-Hospitalar
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O Dr. Manuel Pizarro manifestou preocupação pela instabilidade que se tem vivido neste sector, concordando com a perspectiva da OE, que reafirmou o facto de que a falta de uma estratégia clara para a emergência pré-hospitalar não fomenta um clima positivo nesta área.
O SES considerou ainda que a perspectiva futura será de incremento do numero de Enfermeiros vinculados ao INEM, para fazer face à abertura de mais alguns meios operacionais, designadamente Helicópteros INEM e SIV.Voltou ainda a reafirmar o compromisso anterior de que, em relação à matéria dos técnicos de emergência pré-hospitalar, designadamente no que toca ao perfil funcional e de formação destes profissionais, nada será decidido sem a participação da OE.
Na reunião foi ainda perspectivada a necessidade de reflexão sobre o quadro de vinculação dos enfermeiros que desempenham funções na Emergência pré-hospitalar, tendo em vista a manutenção e o desenvolvimento das suas competências técnicas.
O SES comprometeu-se ainda a intervir junto do INEM, no sentido de: clarificar alguns aspectos relacionados com protocolos que aquele instituto tem celebrado com corporações de Bombeiros para o funcionamento de Postos de Emergência Médica, que incluem enfermeiros na sua composição; desbloquear a situação do concurso para admissão de enfermeiros aberto pelo INEM em Março de 2009; o Instituto fornecer alguns dados sobre o funcionamento dos seus meios operacionais, que se comprometeu a remeter à OE, à longa data.
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Cuidados de Saúde Primários
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O SES congratulou-se pela forma como está a decorrer a abertura de Unidades de Cuidados na Comunidade. No entanto a OE manifestou a sua profunda preocupação pela falta de recursos humanos que poderá comprometer seriamente o funcionamento de muitas delas. Nesta matéria o SES assumiu a necessidade de desenvolver um plano estratégico para os recursos humanos, que permita o regular funcionamento destas unidades e não comprometa a reforma dos Cuidados de Saúde Primários em geral.
Foi ainda manifestada a preocupação pela desregulação que se verifica nesta área em torno dos Sistemas de Informação, que em muitos casos comprometem o planeamento, o registo e a avaliação dos cuidados de enfermagem prestados. Sobre o recente documento produzido pelo Ministério sobre indicadores de desempenho das Unidades de Saúde Familiares (USF), que ignora muitos aspectos fundamentais para a Enfermagem, o SES comprometeu-se a desenvolver uma fase de consulta dos parceiros sobre esta matéria, uma vez que o trabalho desenvolvido naquela área, foi além dos aspectos meramente tecnológicos que inicialmente estavam solicitados.
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Nesta reunião participaram, em representação da OE a Bastonária, Enf.ª Maria Augusta Sousa; o Vice-presidente da OE, Enf.º Jacinto Oliveira; o Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional da Região Autónoma da Madeira, Enf.º Élvio Jesus e o Secretário do Conselho Directivo, Enf.º Júlio Branco" link
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/28/2009 12:31:00 AM
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Domingo, Dezembro 27, 2009
Não incomodem p.f.!
Comentário deixado por um colega: .
"Para retratar o espírito de negócio e ganância manifestado pelos "senhores das Farmácias", vou deixar aqui o meu testemunho relativamente a uma situação que vivi há poucos dias quando fui activado numa saída de VMER (onde exerço funções):
CODU: Vítima do sexo feminino, 40 anos de idade, local Farmácia XXX na cidade de YYY, história de "vítima inconsciente, mas respira...".
VMER: lá fomos nós andando e para nosso espanto quando chagámos à dita Farmácia, ninguém nos veio receber (estavam mais preocupados em continuar a aviar os clientes, não fossem perder algum negócio...), a vítima lá estava caída no chão (acompanhada exclusivamente pelo seu marido sem saber muito bem o que fazer...) e sem mais nenhum Técnico ou Farmacêutico a avaliar e a monitorizar a hipotética gravidade da situação! Espantoso, não é ?
A Farmácia continuou aberta, em pleno funcionamento, e quase que tínhamos de pedir por favor para as pessoas se afastarem para nós socorrermos a vítima,... incrível, não é ?
E ainda querem estes senhores o direito de poderem vacinar as pessoas ( se nem sequer os princípios básicos do socorrismo, que se ensina a qualquer criança da escola, eles não sabem obedecer, tal como nunca abandonar a vítima, excepto para pedir auxílio !).
Situações deste género, presenciamos nós na VMER em locais e momentos semelhantes (em restaurantes, por exemplo, em que está uma vítima no chão em PCR, e as pessoas continuam serenamente a comer nas mesas do lado como se nada se passasse...), mas agora assistir a isto numa Farmácia onde supostamente existirão pessoas de formação superior e com conhecimentos (?) na área da saúde, foi coisa que nunca pude acreditar ver!"
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... outro comentário...
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"O que o colega relata eu ainda tive uma situação pior...sou Enfermeiro exerço também funções numa VMER e fui activado para uma vítima inconsciente junto a uma Farmácia (seria a nosso ver apenas o ponto de referência), mas quando lá chegamos não queríamos acreditar, tinha sido um utente da Farmácia, vacinado com a vacina da gripe sazonal, que fez um choque anafiláctico.
Qual foi o nosso espanto quando os senhores Farmacêuticos ou Técnicos de Farmácia (pois sinceramente não vejo diferenças nenhumas e as que vi beneficiavam os técnicos) puseram o Sr fora da Farmácia, inconsciente, numa cadeira com a esposa a ampara-lo.
A justificação dos tais Farmacêuticos é que foi brilhante! Não queriam assustar os clientes e assim apanhava ar fresco que lhe fazia muito bem! No meu disto tudo a sorte da vítima foi esta dita Farmácia ser muito próxima do hospital e eu conhecer o seu local exacto e rapidamente lá chegamos...
São estes os profissionais de saúde? Desculpem mas para mim são meros vendedores de medicamentos!"
Havia outros exemplos para explorar, eu sei, mas a Escola Superior de Enfermagem de Lisboa (ESEL), consegue alguns méritos em certas áreas.
O seu Departamento de Formação em Enfermagem resolveu redimir-se do miserialismo curricular de que padece o plano de estudos da licenciatura, e resolveu apostar no investimento formativo dos seus alunos (funcionários e seja lá quem quiser aparecer - mas a pagar, claro). Deste modo, está à disposição dos interessados:
Um verdadeiro logro! Já dizia Abel Salazar, mas aplicado a outra área (permitam-me que adultere): "Quem só sabe de Enfermagem, nem de Enfermagem sabe"! Mas atenção, para que esta máxima seja verdade e faça sentido, há que perceber, em primeiro lugar, qualquer coisinha de Enfermagem. .
O saber nunca ocupou lugar, mas na ESEL... ocupa. Por exemplo, também é possível ser admitido na licenciatura em Enfermagem recorrendo à disciplina de "Economia" como prova de ingresso (para angariar alunos, nem que seja com "Chinês")!
Formação pós-graduada de interesse em Enfermagem para Enfermeiros? Vende-se pouca...
Hoje fui a uma farmácia. Em 2 minutos que lá estive, vi de tudo. Técnicos e Farmacêuticos a diagnosticar e a aviar medicamentos sujeitos a receita médica. Até uma "moídeira" num ouvido de de um senhor com prótese auricular apanhou com um zithromax! - "tome isto três dias, um por dia, se não passar vá ao Médico". Tudo em prol do negócio. Ninguém se dignou a observar sequer o ouvido do queixoso. De qualquer forma, olhar e não ver, é como tocar piano sem saber ler a pauta.
Vendem de tudo, fazem tudo. Até tinham um placard a anunciar os serviços prestados, fazendo transparecer que, numa corda bamba, até poderiam ajudar alguém. Mas eu não quero incomodar o mundinho deles. Apenas li algo que me suscitou curiosidade. Passo a citartextualmente:
Percebi, facilmente, o que queriam dizer com:
"Seguimento farmacoterapêutico da diabetes.
Seguimento farmacoterapêutico da hipertensão
Seguimento farmacoterapêutico na dislipidémia."
Portanto, é simples: observam, requisitam análises e prescrevem. Depois é só consultas de rotina para ajuste terapêutico. A imagiologia é o próximo passo...
Fiquei mais curioso com a seguinte inscrição:
"Cuidados Farmacêuticos (seguimento e acompanhamento de doentes)"
Isto é exactamente... o quê?
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Até dispõem de um mini-boletim de vacinas! Agora percebe-se porque é que, este ano, tantos idosos (aqueles que - infelizmente - têm pouco discernimento) foram duplamente vacinados!
Antigamente, quando se recorria a uma farmácia não havia que enganar, era mesmo uma farmácia. Agora temos sempre dúvidas: será que entrei numa perfumaria ou no toys r'us? Declaradamente hermafrodita.
Um conhecido hospital (que não encontra Médicos para contratar) anunciou, recentemente, a abertura de um concurso de recrutamento para Técnicos Superiores. Concorreram menos de 30 candidatos.
Anunciou, quase simultâneamente, a abertura de um outro concurso, mas para Enfermeiros. Concorreram quase 4000 .
A série "Viva Melhor" (parte 1 e parte 2) é um dos maiores sucessos literários - ao nível dos livros de saúde escritos para as massas - de sempre, em Portugal.
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Os livros, considerados dos melhores bestsellers (que rondam o milhão de exemplares vendidos!!), presentes em todas as livrarias do país e anunciados, frequentemente, na comunicação social, incluindo a televisão, são da autoria do "Dr. António J. Leal Chaves". O cerne do post surge aqui mesmo. É que o povo julga que o "Dr. Leal Chaves" é Médico. Não é. Para orgulho da nossa classe, o Dr. Leal Chavesé Enfermeiro.
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Deixaram-se "enganar" pela lógica do título académico, comum no nosso país. Foi a editora quem lhe atribuiu o título! Não obstante, nada impede um Enfermeiro licenciado de usar o "Dr.", embora "Enf." seja o nosso título distinto! Está escrito no prefácio deste blog: "Os Enfermeiros não querem ser apelidados de "doutor", pois, orgulhosamente, existe um título que os define e torna únicos: "Enfermeiro"."
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Fica então desfeito o mistério: António J. Leal Chaves é Enfermeiro (fez história, deixando o seu cunho na Enfermagem do Trabalho), não vão, as almas lusitanas, continuar a pensar que tudo o que debita conhecimento em formato livresco na área da saúde, é Médico.
Apresento em baixo uma breve nota curricular do autor, tal como consta nas primeiras páginas das suas obras.
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/23/2009 10:54:00 AM
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A caminho do jantar de Natal...
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/23/2009 02:47:00 AM
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Mais autonomia para os Enfermeiros! Braço-de-ferro resolvido em Espanha!
(Clicar para ampliar o resultado da votação de 21 de Agosto de 2009, realizada aqui no DE)
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Por cá, com a carreira de Enfermagem nos corredores da amargura, o restante panorama resume-se à asfixia da profissão e alguns debates de banalidades. Em Espanha, há bem pouco tempo, os Enfermeiros conseguiram a aprovação de um decreto 307/2009, que lhes permitia a prescrição de fármacoscom interesse para o exercício da Enfermagem.
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Os Médicos (Consejo General de Colegios Oficiales de Médicos) insurgiram-se contra tal iniciativa, e entrepuseram um recurso judicial no Tribunal Superior de Justiça de Andaluzia, que congelou a aplição do decreto e visava a anulação do mesmo.
Desta vez os Enfermeiros levaram a melhor, rumo à maior autonomia na prestação dos cuidados, conseguindo que o Congreso de los Diputados aprovasse de forma definitiva e por unanimidade, a alteração do artigo n.77 (com uma emenda do PSOE para a clarificação da lei), no sentido de permitir aos Enfermeiros, de "forma autónoma", o "uso, indicação e autorização" de vários princípios activos, direito que estava apenas reservado a Médicos e Dentistas.
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Alguns de nós, náufragos em enquadramentos filosóficos da profissão, ainda não compreenderam a necessidade desta medida para a evolução do exercício, na resposta às necessidades da sociedade e outros determinantes, embora 86% dos leitores votantes do DE, concordem "com a prescrição farmacológica por Enfermeiros (Prescrição por diagnóstico de Enfermagem, feita por Enfermeiros Especialistas (e outros Enfermeiros com formação suplementar, experiência mínima e certificação da competência), após formação adequada e com um leque de fármacos indicados para a prática da Enfermagem)".
Melhor que alguns Enfermeiros, até certos Médicos (como o Dr. Rosas Vieira, por ex.), compreendem e apoiam a prescrição de alguns fármacos pela classe de Enfermagem!
Não é uma questão de mini-medicina ou transposição e redução de custos, mas antes de mais autonomia, maior e melhor desempenho, dinâmica e fluidez, acompanhados de um incremento da auto-estima, motivação e auto-realização profissional, com a respectiva descentralização do processo de decisão em saúde e satisfação das necessidades dos utentes!
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/23/2009 01:19:00 AM
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Terça-feira, Dezembro 22, 2009
Grande imbróglio?
A SIC no resolveu transmitir uma reportagem relativa à doação(para mais tarde ser reconvertido na Casa do Enfermeiro) do antigo Sanatório Marítimo do Norte, Francelos, Vila Nova de Gaia, à Associação S. João de Deus. Após algumas voltas, o imóvel ficou à guarda do Enf. Azevedo, presidente do Sindicato dos Enfermeiros, o qual foi apelilado, na dita peça jornalística, de "simples Enfermeiro".
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Como alguns meios de comunicação social têm dedicado - por encomenda - algum tempo de antena e espaço de escrita ao assunto de alguns interessados, o tema virou moda. Como consequência, recebi imensos e-mails.
Antes de prosseguir, queria deixar claro que eu não sou o Enf. José Azevedo! Admiro-o e respeito-o como um dos grandes intervenientes da história da Enfermagem portuguesa.
Agora, custa-me a entender, depois de... fraudes consecutivas no SNS, de roubalheira democrática no estado português, de milhões de euros desviados por interesses pessoais, de extorsões milionárias por parte de uma boa fatia da classe médica portuguesa, de assaltos ao bolsos dos contribuintes pela indústria farmacêutica, de despesismos faraónicos enquanto outros convivem com parcos salários... onde está o imbróglio?
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Os Médicos ficaram desconfiados com o "protocolo" assinado pela (e com a) Ministra Leonor Beleza? Queriam a posse do Sanatório? Pensaram que a doação tinha sido efectuada para fraccionamento da iniciativa da luta apoiada por Médicos e Enfermeiros? Ou o PS anda triste e magoado?
Francamente, nunca me preocupei com essa história do Sanatório. Preocupo-me, ao invés, com as razões da sua emersão...
Mas afirmo convictamente: esclareça-se rápido tudo isto! Queremos paz à cabeça dos Médicos (e outros melindrados) que, após todos estes anos, ainda matutam nisto...
Na reportagem da SIC, fruto de um acaso miraculoso, quem aparece a mandar uns sound bites?Manuel Pizarro, Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, um dos melhores amigos (da onça) dos Enfermeiros! O PS e os inimigos dos Enfermeiros não conseguem resolver as coisas sozinhos? Têm de recorrer ao "Nós por cá"?!
Há muitos casos pelo país fora, mas este captou a minha atenção por se tratar de um suposto defensor da Enfermagem e respectiva formação.
É possível um Professor de Enfermagem, Presidente do Conselho Directivo de uma das maiores escolas do país, extirpar, desmembrar e desossar a formação pós-graduada em Enfermagem, para depois vendê-la a retalho para quem quiser comprar (inclusive por outros, detentores ou não de cursos superiores - bombeiros, doulas, habilidosos, bruxos, TAE's, gerontologistas, farmacêuticos, etc... ) por uns míseros cobres?
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Sim, é possível. Basta perguntar ao Prof. Paulo Parente Gonçalves (ESEP) como se faz! Fico confuso em relação ao que se denomina de... usurpação de funções/competências (oferecida numa bandeja de prata)! Isto é uma espécie de canibalismo formativo...
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A Ordem dos Enfermeiros já tem conhecimento, aguarda-se posição oficial!
Comentário anónimo (obviamente de um Farmacêutico): .
"A inscrição em unidades curriculares é algo contemplado na lei e qualquer instituição é livre de abrir vagas para esse fim. Informe-se homem. E não, nenhum profissional saúde com um curso superior UNIVERSITÁRIO (ou seja, ou farmacêutico ou médico - pois são os únicos) está interessado nessas pseudo-cadeiras ridículas do "curso" politécnico de Enfermagem... Tenha noção do seu tamanho, que é pequeno."
Apesar de estar contemplado em termos legais, cada instituição pode optar por fazê-lo ou não. Quem está interessado em preservar o seu campo de conhecimentos/competências/funções não o faz (Medicina). O outro grupo profissional que menciona (Farmacêuticos), fá-lo. Vendem o curso a retalho, ou não fossem eles os especialistas do comércio.
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/22/2009 01:04:00 AM
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Segunda-feira, Dezembro 21, 2009
40!
Abrem-se indiscriminadamente milhares de vagas para os cursos de Enfermagem, abrem-se escolas/cursos "à lá garder", realizam-se ensinos clínicos (nos confins da mediocridade) recorrendo a malabarismos circenses para fazer caber quatroonde apenas há um lugar ("ensandwichados"!) ... e ninguém diz absolutamente nada. É desprezivelmente... normal.
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Abre-se um curso de Medicina (ainda que apenas de reconversão - Aveiro) e surgem debates nacionais em horário nobre e cabeçalhos destacados em jornais! Estamos a falar de... 40 vagas apenas.
Por 40 vagas o país ia ruindo com os berros da Ordem dos Médicos (pela voz do seu Bastonário), Sindicatos (FNAM) e Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ler posição)...
O que aconteceu na última reunião negocial com o Ministério da Saúde (15/Dez)?
Ana Jorge, Ministra da Saúde
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Nos dias que nasceram após do dia 15 do corrente mês, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) deixou a classe de Enfermagem intrigada. Aliás, irritada.
Afinal de contas, se lutamos todos para o mesmo propósito, qual o motivo de tanto segredo e ocultação dos factos?
Porque é nenhum órgão da comunicação social fez referência ao que se passou na dita reunião?
Era escusado o SEP deixar os Enfermeiros - e seus associados - enfurecidos, remetendo-se ao silêncio.
Que matéria tão confidencial foi discutida no encontro? Tão confidencial que, apesar do site do SEP já ter sido actualizado (após o dia 15 de Dezembro), "saltou" a informação acerca desse pequeno pormenor chamado... "ronda negocial"!
Ninguém se digna explicar aos Enfermeiros o que aconteceu?
Eu explico: colegas, não houver qualquer reunião no dia 15 de Dezembro. Nada, apenas a indicação que haveria nova reunião - a marcar - em Janeiro de 2010. Tudo o resto é uma mentira, bluffada, encoberta num silêncio que os Enfermeiros não merecem!
Apesar de tudo, o que importa neste momento é a união entre todos nós, no sentido de concretizarmos as nossas (justas) aspirações no que diz respeito à carreira e respectiva retribuição salarial!
Havia tanto, mas tanto, para dizer. Onde, para alguns colegas, parece existir um calmo e pacato mar, na verdade, irrompe nessas águas a ferocidade da agitação das mesmas, onde o bem e o mal se enfrentam, numa verdadeira luta entre as trevas da natureza e o íntimo agreste dos homens. A Enfermagem em nada é diferente.
Quando a generalidade dos Enfermeiros ajuíza sobre a inércia de todos, na verdade, imensa gente, noite e dia, luta para que tudo seja melhor. Digo eu, portanto, que nem todos dormem.
Frequentemente (senão quase sempre), para que brote uma simples e bela flor do solo arenoso, tantos e tantos homens e mulheres - e suas mentes - colocaram ao serviço da classe toda a sua inteligência, vontade e preserverança. É hercúleo o esforço de suster firmemente uma barra com o peso de 60 mil almas.
Por isso, doravante, acabou. Terminaram as meias palavras. Todos os Enfermeiros têm o direito de conhecer o iceberg que é a Enfermagem. O bloco de gelo à tona da água é incomparavelmente inferior ao submerso, onde se desenrolam as lutas, as esgrimas, os interesses e as máfias.
E se, porventura, notarem os colegas que há dias em que o blog pára, não é pela vitória do cansaço ou pela falta de esperança, mas antes pelo esforço que é canalizado para as batalhas que, por ora, ainda acontecem em corredoresescuros, sem espectadores. Continuarão a ser assim aquelas cujos inimigos se encontrem fora do seio dos Enfermeiros, porque para aqueles que, dentro das nossas paredes, envenenam ronceiramente a profissão, acabou-se o perdão e o segredo. Há que conhecer quem contamina...
Há que desmistificar a concepção que a esmagadora maioria tem do que é a Enfermagem portuguesa e de quem é quem. E isto é apenas um minúsculo cristal de gelo no fundo de um iceberg descomunal...
Não há que ficar espantado ou triste, em tudo o que é metro quadrado de outras casas é tal e qual, mas aqui, o que nos interessa, é a nossa casa... e nada, ou quase nada, acontece por acaso - garanto!
Poderão parecer estas palavras, delírios das duas badaladas matutinas, mas não são. Infelizmente, não são.
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/18/2009 01:54:00 AM
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Quinta-feira, Dezembro 17, 2009
"(...) É sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio, a mesma angústia funda, sem remédio (...)."
Mais um Enfermeiro com doutoramento em Portugal...
"Os ricos vivem mais dez anos do que os pobres" link
"Os portugueses mais ricos e com mais escolaridade vivem em média mais dez anos que os mais pobres. Esta é uma das conclusões da tese de doutoramento do Enfermeiro e sociólogo Ricardo Antunes, que estudou dois mil óbitos ocorridos num hospital de Lisboa e noutro do Alentejo. Os números, apesar de inéditos em Portugal, acabam por quantificar a percepção que os médicos têm pelo contacto com populações mais pobres e mais ricas."
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/14/2009 10:21:00 AM
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Domingo, Dezembro 13, 2009
As 10 profissões com as mais altas taxas de divórcio...
"As profissões com maior taxa de divórcio são as de mais stress e com maior contacto humano" link
1. Dançarinos e coreógrafos - 43.05%
2. Empregados de bar - 38.43%
3. Massagistas - 38.22%
4.Enfermeiros, psiquiatras e assistentes de saúde - 28.95%
5. Artistas e actores, desportistas ou relacionados - 28.49%
6. Paquetes e recepcionistas - 28.43%
7. Operadores de Telemarketing - 28.10%
8. Empregados de mesa - 27.12%
9. Empregados de limpeza ou empregadas domésticas - 26.38%
"Ao som de música natalícia, jovens Enfermeiros deixaram esta sexta-feira presentes à porta do Hospital Curry Cabral e cartas dirigidas ao Pai Natal, num protesto simbólico para denunciar a “precariedade” laboral que afecta 800 profissionais na região de Lisboa, noticia a agência Lusa. Uma corda com 800 cartas de enfermeiros para o Pai Natal, presas por molas, cartazes e “prendas”, com inscrições que manifestam a exigência dos Enfermeiros, despertam a atenção de quem passa pela porta daquele hospital em Lisboa.
“Este é um ponto negro de precariedade”, “Salários dignos”, “Fim dos recibos verdes e de subcontratação como vínculo para funções permanentes” e “Dotações seguras” são os apelos dos jovens Enfermeiros afixados nos presentes e nos cartazes.
À porta do hospital, perto de duas dezenas de Enfermeiros iam distribuindo panfletos com as suas reivindicações. “Nós decidimos marcar este dia com uma acção simbólica para denunciar a precariedade existente no distrito de Lisboa”, disse à agência Lusa Isabel Barbosa, da direcção regional de Lisboa do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), que convocou o protesto.
A escolha do Hospital Curry Cabral para fazer o protesto tem uma razão: “De todas as instituições, é aquela que detém mais vínculos precários (154), não considerando os centros de saúde”, sublinhou Isabel Barbosa.
O Enfermeiro Pedro Salgueiro trabalha naquele hospital há cinco anos com vínculos precários. “Inicialmente eram contratos de seis meses, ultimamente têm sido renovados pelo período de um ano”, disse à Lusa. Para Pedro Salgueiro, a sua situação laboral é de “incerteza” em relação ao futuro.“Este ano o meu contrato encontra-se em vigor até 31 de Julho de 2010”, disse o Enfermeiro, que deixou o Interior, onde vivia, para trabalhar em Lisboa.
Pedro Salgueiro adiantou que a situação de “instabilidade” que vive não lhe permite traçar grandes planos para o futuro.“Gosto do sítio onde estou e as condições de trabalho não são más, mas o contrato é que não dá estabilidade para o futuro”, comentou. A situação precária dos jovens Enfermeiros afecta 5000 profissionais a nível nacional, segundo Pedro Frias, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses - “Temos uma situação bastante complicada em termos de vínculos precários a nível nacional e no que diz respeito aos jovens Enfermeiros”, sublinhou à Lusa.
Pedro Frias salientou que existem cerca de “5000 Enfermeiros com contratos a prazo no país, muitos deles nas instituições do sector público administrativo, que dependem directamente da regulação do Ministério da Saúde da abertura ou não de concursos”.
“O Ministério da Saúde descongelou agora 1627 quotas que são insuficientes para aquilo que são os vínculos precários que existem na totalidade das instituições”, acrescentou Pedro Frias.
Nas cartas dirigidas ao Pai Natal, os enfermeiros expressam o desejo que gostariam de ver realizado este Natal: um vínculo efectivo para o posto de trabalho permanente, maior dotação de enfermeiros nas instituições, uma carreira para a Enfermagem inteira que “valorize as competências, penosidade e responsabilidade adquiridas pelos Enfermeiros”." link
Apesar dos protestos dos Enfermeiros (aqui e aqui), a revista Sábado mantém-se fiel ao sensacionalismo bacoco. Distorce a realidade para a chamuscar com um flare de glamour. Enaltece os Médicos, subalterniza os Enfermeiros.
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Acabamos assim, por ter a noção que os corpos do Médicos não são mais do que um veículo confortável que transporta, de forma luxuriante, o seu precioso cérebro.
Os Enfermeiros "recebem ordens dos Médicos" e afins, uma colega nossa, inclusive, - fazem notar os jornalistas incultos - numa "situação extrema", fez "frente a um Médico"! Heresia! Devia ser punida!
Enquanto isso, os Médicos ouvem música clássica enquanto intervencionam (nos blocos operatórios) - plágio de séries norte-americanas (tipo "St. Elsewhere", 1982... recordam-se?), mas agora faz parte do manual de boas práticas operatórias! Mozart e Schubert ajudam os deuses a sinapsar melhor... a domar aqueles irreverentes impulsos das membranas nervosas...
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Tudo neles é bom, mesmo que usem as "mesmas socas há 40 anos", como o Dr. J Lobo Antunes...
Cientificamente, é uma falta de higiene e assepsia (de bradar!), mas como é um Médico... é charme intelectual. Para mim é uma badalhoquice. Enfim, é deixá-los escrever (aos jornalistas da Sábado).
Nós, Enfermeiros, e eles, jornalistas da Sábado, certamente nos vamos encontrar. Mais cedo ou mais tarde.
Genericamente, é precisamente aí, nos encontros de 3º grau, quando convivem com a realidade, que todos mudam de ideias relativamente ao conceito de Enfermagem/Enfermeiro! É preciso ver/sentir para crer!
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/12/2009 03:08:00 AM
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Enfermeiros como autores para o público em geral...
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/12/2009 02:56:00 AM
3 comments
Cut!
"Australian Nurses protest at proposed cuts to jobs and beds" [Australia] link
"Managers tell nurses to choose: pay freeze or job cuts" [Inglaterra] link
"NHS could cut 6,500 nurse jobs as recession bites" [Inglaterra] link
"Pay cut threat worsens nurse dispute" [Irlanda] link
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/12/2009 02:09:00 AM
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Quinta-feira, Dezembro 10, 2009
Reunião de 9 de Dezembro com o MS/INEM ...
Próxima ronda negocial: dia 15 de Dezembro, com a promessa de novidades, entre elas... uma (nova) proposta salarial.
"É mais útil algumas vezes a extirpação de um erro, que a descoberta de muitas verdades"
- Mariano J.P. Fonseca, Filósofo, séc. XVIII -
Recebi, por culpa do post anterior, alguns comentários e imensos e-mails.
Alguns versavam sobre a necessidade destas discussões serem efectuados à porta fechada, outros, sobre o facto destas afirmações - porventura - denegrirem a classe, e, houve até, quem demonstrasse preocupação pelo aproveitamento que outros blogs (ou lá que o que são) fizeram do referido post.
A introspecção e o diagnóstico dos erros/lacunas não são motivo de opróbrio. Deveriam ser, ao invés, a força motriz para a extirpação das falhas. A ignomínia reside na recusa da assumpção de fragilidades. Para quem conhece a história da Enfermagem (e não só), isto é um apanágio que caracteriza a bravura dos Enfermeiros - a classe que mais evoluiu nos últimos 40 anos!
Nenhuma outra classe da Saúde (ou outro contexto) pode declarar imunidade ao que quer que seja. Conheço Médicos para quem "retenção de CO2" é um mistério e Farmacêuticos a garantir que a calvície se "deve às lavagens frequentes do cabelo" (ouvi eu numa farmácia, enquanto um balconista tentava impingir umas ampolas quaisquer a um pobre crédulo), ou que metade de 0,150 é 0,75!
Como está a casa dos outro não me interessa, o meu desejo é "arrumar" a nossa/minha "casa". Altos e baixos fazem sempre parte integrante da história de uma profissão. A arte consiste em aprender com os baixos para ensinar nos altos.
Relativamente às afirmações lamacentas de outros blogs, são como o apêndice nos apendicectomizados - a última das preocupações.
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/10/2009 11:41:00 AM
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Quarta-feira, Dezembro 09, 2009
Como é possível??!!
Como é possível, um aluno sem as mínimas condições (capacidade intelectual, conhecimento, discernimento, competências técnicas ou humanas, etc), concluir o curso de Enfermagem?
Acontece, de facto, em várias escolas por todo o país, com a conivência de Professores, Tutores e das próprias Escolas. Uma vergonha!
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/09/2009 09:16:00 AM
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Segunda-feira, Dezembro 07, 2009
Cabeças que não pensam são o paraíso da pulgas!
Um colega questionou a Ordem dos Enfermeiros se "podia recusar a administração de vacinas (prescritas) (...) sem um Médico nas instalações onde trabalha (...)", o que deu origem à emissão do parecer n.º 177/2009 do Conselho de Enfermagem.
Fico siderado pela falta de perspectiva de autonomia de certos profissionais de Enfermagem. Alguém questiona se pode fazer desempenhar o seu exercício profissional autónomo sem um Médico nas imediações?! Que visão médico-dependente é esta?
Assim, antevejo sérias dificuldades no seio da profissão. Desde da modernização da mesma à retribuição económica justa!
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Há uma fobia à assumpção de responsabilidades que me custa a compreender! Evoluir significa, indubitavelmente, assumir mais responsabilidades em prol de mais autonomia!
A conclusão do parecer é a mais lógica possível: "(...) não existe qualquer impedimento à administração das vacinas por parte do Enfermeiro sem a presença física do Médico prescritor ou outro"!
P.s. - O OE emitiu já centenas de Pareceres (só este ano já foram concretizados 177). Não seria útil - e óbvio - para toda a classe a publicação de todos para que possam estar acessíveis a quem deseje e necessite?
A resposta é demasiado evidente, mas a ideia, lamentavelmente, não floresce em cabecinhas como a da Enf. Lucília Nunes...
"Uma pessoa com acesso aos Cuidados Intensivos do Hospital do Funchal tirou fotografias do treinador do Nacional em coma, com um telemóvel, e tem andado a mostrá-las. Director clínico critica violação de privacidade" link
"Alguém com acesso aos Cuidados Intensivos do Hospital dr. Nélio Mendonça, na Madeira, usou um telemóvel para fazer fotografias de Manuel Machado, internado naquela unidade em estado grave após uma lipoaspiração numa clínica privado do Porto. O DN sabe que essas imagens do treinador do Nacional foram mostradas, no Funchal, a terceiros pelo próprio autor. Miguel Ferreira, director clínico do Hospital, não confirma, mas acha que é "possível" que tal possa acontecer. Por uma razão simples, "para além dos Médicos, Enfermeiros, há pessoal auxiliar. Os Cuidados Intensivos não são uma prisão de alta segurança. Eu desconheço, mas admito que alguém, de baixa formação, possa ter feito fotografias de telemóvel. Considero uma situação inqualificável. Qual é o interesse? Fazer dinheiro? Espero, sinceramente, que haja bom senso e que essas fotos nunca cheguem à comunicação social", disse ao DN (...)"
Mestre em Ciências Cognitivas ("A neurobiologia e a filosofia na questão mente-corpo").
Doutorado em Biologia Humana ("Cognitive deficits induced by chronic pain: neurobehavioral and neurophysiological studies in animal models") - Instituto de Histologia e Embriologia, Universidade do Porto/Instituto de Biologia Celular e Molecular, Universidade do Porto, Porto.
Artigos interessantes:
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PAIS-VIEIRA, M.; Lima D.; Galhardo V. "Altered processing in orbitofrontal cortex activity in monoarthritic rats during a rodent gambling task", apresentação oral, 11th Meeting of the Portuguese Society for Neuroscience. Braga, Portugal, June 04 - 06, 2009.
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PAIS-VIEIRA, M.; Lima, D; Galhardo, V. "Orbitofrontal cortex lesions disrupt risk assessment in a novel serial decision-making task for rats". Neuroscience, 145, pp 225–231, 2007.
PAIS-VIEIRA, M.; Lima, D.; Galhardo, V. "Decision-making cognitive deficits in a rat model of chronic pain". Society for Neurosciences Abstracts , Washington, 2005.
PAIS-VIEIRA, M. "Simple Maths in a Complex Brain: the probability of two equal states of mind". Jornal de Ciências Cognitivas. Online http://jcienciascognitivas.home.sapo.pt/
PAIS-VIEIRA, M.; Lima, D.; Galhardo, V. "Chronic pain induces cognitive modulation in a behavioural task for decision-making in the rat". (Abstract), Sinapse, Vol.5, Nº 1, Maio, 2005.
PAIS-VIEIRA, M.; Galhardo, V. "Cognitive deficits induced by persistent pain: a water maze study in the rat", (abstract) Foundation of the European Neuroscience Societies (Abstract), Lisbon, 2004.
PAIS-VIEIRA, M.; Galhardo, V.; Lima, D. "Cognitive impairment in monoarthritic rats: water maze learning deficits induced by persistent pain", Society for Neuroscience Abstracts, New Orleans, 2003.
P.s. - Concedeu entrevista à Revista Super-Interessante n.º 138, Outubro de 2009. Menção honrosa - Prémio Grünenthal Dor, 2005.
# posted by Doutor Enfermeiro : 12/04/2009 02:14:00 AM
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Terça-feira, Dezembro 01, 2009
Ambulâncias SIV - Projecto em risco?!
"Perguntarão alguns dos menos informados, como é que um projecto bem estruturado, eficiente, que tem dado excelente resposta, em termos de volume de trabalho, qualidade de cuidados e eficiência no atendimento das situações de emergência, pode estar em risco. Tanto pode como está, e é bom que os Senhores Presidentes de Câmara que tanto lutaram por elas se ponham em campo, porque ficaram sem os SAP, e agora ficam com NADA. Porque este governo começa a preparar a solução economicista de acabar com elas.
. Neste momento acontece um processo de DESESTRUTURAÇÃO ( eles dizem estruturação), que tem como objectivo retirar do INEM, os Enfermeiros afastando-os das SIV´S, e provavelmente a curto espaço das VMER. E o que se pretende? Colocar esses exemplos de eficiência, os TAE, que fazem falta, mas não para usurpar os conteúdos funcionais dos Enfermeiros ( espero que aOrdem dos Enfermeiros acorde!!), porque é disso que se trata. E já agora vamos com alguma curiosidade aguardar a posição da ordem dos médicos, relativamente a uma carreira ( a dos TAE) que também usurpa a deles ( ex : colocar drenos torácicos).
. Deste governo não podemos esperar estruturações coerentes, muito menos competentes, e infelizmente os exemplos são vastos. Se alguém foi capaz de estruturar as maternidades e por Portugueses a nascer em Espanha, ou se foi capaz de não deixar uma urgência básica ( pelo menos) numa cidade como a Régua, com um volume de turistas muito importante e barcos com centenas de deles.
Mudaram o Ministro e os Secretários de estado mas a incompetência, a incoerência, e a irresponsabilidade são as mesmas. As medidas são avulsas e sem um sentido reformista coerente, e que se entenda. E o melhor exemplo de que a politica deste governo é avulsa são as SIV, porque Correia de Campos , deu-lhe vida, formou profissionais (Enfermeiros) que criaram expectativa de carreira no Pré-hospitalar, e agora vão ser “ DEVOLVIDOS” aos hospitais de proveniência, com o aval, do Sr. Secretário de Estado da Saúde [Manuel Pizarro], o grande impulsionador desta DESESTRUTURAÇÃO."link
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No mínimo, uma estruturação ridículo, cujo objectivo é usar TAE's como carne para canhão. Poupar, só isso. Usar o contentamento néscio de alguns deles, baseado em ilusões, para poupar alguns euros em detrimento da vida dos utentes.
Portugal quer evoluir num sentido, quando todos os outros evoluem no sentido oposto. Mesmo no grande país-fantasia dos "paramédicos", os Estados Unidos da América, os próprios "paramédicos" querem a sua extinção para que possam ser integrados na Enfermagem (link)! Passo a citar:
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"Paramedics are presently classified as emergency medical technician-paramedic (EMT-P) and are considered part of the allied health team. I propose to alter paramedics' classification and job description and include them in the profession of nursing. I believe paramedics need to rise to the level of pay, respect and privilege that nurses are accustomed to. Whether the title is registered nurse paramedic, field nurse or EMS nurse is not important. What is important are the implications of such a drastic move."
Caros Colegas, O Encontro e Almoço realizar-se-á no Hotel D. Fernando em Évora no dia 12/12/2009. O referido Almoço e participação no Encontro terá o preço de 15€/pessoa. (Lista das candidaturas das UCC's entregues - e respectivos Enfermeiros Coordenadores - até ao momento, aqui)
"Anjos da guarda da saúde -Eles estão lá, sempre presentes, e devem amar cuidar do próximo. Assim são os Enfermeiros, profissionais cada dia mais valorizados, com campo de trabalho promissor no estado e possibilidades de ganho bem atractivas" link(Diário de Pernambuco - Brasil)
Irrita-me, profundamente, esta associação (que ainda se faz e que alguns teimam em fazê-lo) da Enfermagem com compaixão, amor, caridade, etc.
Os Enfermeiros conduzem o seu exercício profissional com a mesma força motriz de outras classes. Formação/conhecimento, dedicação, investimento, etc.
Prestamos um serviço à sociedade em troca de uma remuneração, tal como fazem tantas outras classes.
Eu não "amo" os utentes. Ajo/actuo, de acordo com as necessidades diagnosticadas, munido de matriz científica que contempla várias dimensões (biologia, química, psicologia, sociologia). Exerço por satisfação pessoal e profissional, não por amor (não confundir "amor" com técnicas de intervenção psicológicas, relacionais, etc.). Auto-realização, não compaixão. Em troca de uma remuneração, não por caridade.
O altruísmo, a existir, à semelhança de qualquer outra classe, rege-se por motivos individuais (voluntariado, ajudas humanitárias, etc).
O passado é importantíssimo na identidade de uma classe, mas esta ignorância que ainda sobrevive em muitas mentes, já não condiz com o novo perfil da profissão.
"A Ministra da Saúde, Ana Jorge, comprometeu-se a abrir concurso de duas mil vagas para os Enfermeiros e a apresentar uma nova proposta de grelha salarial (...)" link
II Conferência de Regulação do Conselho de Enfermagem e Assembleia Geral Extraordinária da OE (circo)!
Teve lugar, na passada segunda e terça-feira (23 e 24/11), a II Conferência de Regulação do Conselho de Enfermagem (CE) da OE. A Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) da OE decorreu no fim do primeiro dia da Conferência (18h - para aprovação do Regulamento Eleitoral e do Regulamento de Inscrição e Atribuição de Título de Enfermeiro), com o objectivo claro de juntar o maior número de membros possível.
. Por motivos profissionais, não pude estar presente da forma que eu desejaria, mas fiz questão de comparecer nos momentos certos.
O circo, esse, este sempre em grande nível. A AGE foi participada, no seu auge, por 106 membros, a maioria, representantes dos vários membros dos órgãos da própria OE. Os Enfermeiros teimam em não se fazer representar nestes eventos.
. O Norte esteve em grande ênfase ao apresentar duas propostas - demasiado evidentes - em termos de benefícios para a transparência da OE (Enf. Germano Couto - SRNOE: inclusão nominal do candidato a Bastonário nos boletins de voto e recolha única dos respectivos boletins enviados por correio, que seriam retidos no apartado até ao último dia, altura em que seriam levantados e contados de uma só vez, respectivamente - Enf. José Azevedo- SE). Apesar de objectivamente salutares… foram contestadas! Num autêntico bad show, os votos foram contados e recontados (O Enf. Sérgio Deodato colocou em causa a votação), culminando em dois empates técnicos (qual a probabilidade de acontecer isto duas vezes consecutivas?). Quem votou contra? Todo o Conselho Directivo da OE (imaginem só!!!), excepto o Enf. Élvio Jesus, Enf. Germano Couto e Enf. Rogério Gonçalves. O resto demonstra bem a cegueira e falta de visão predominante de certos membros da OE! Desde logo gerou-se uma confusão e mal-estar inacreditável, culminando com o voto de qualidade da Presidente da Mesa da AG, Enf. Sara Alves de Brito, que desempatou (mesmo contra a sua vontade) antes que das palavras brotasse a acção... É demasiado translúcido: há quem queira uma Ordem dinâmica, outros… não.
. Resultado final: a Proposta de Regulamento Eleitoral da Ordem dos Enfermeiros foi aprovada com alterações. A Proposta de Alteração do Regulamento de Inscrição, Atribuição de Título e Emissão de Cédula Profissional foi aprovada sem alterações.
. A Conferência. O evento em si foi "interessantíssimo". Começo já por ressalvar o esforço que alguns Enfermeiros presentes (na plateia e oradores), pelo trabalho desenvolvido. Outros não. Vi por lá muitas caras conhecidas: Enf. Maria Augusta de Sousa (Bastonária), Enf. Lucília Nunes (Presidente do CE), Enf. Manuel Oliveira (Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Centro), Enf. Sérgio Deodato (Presidente do Conselho Jurisdiscional), Enf. Germano Couto (Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Norte), Enf. Élvio Jesus (Presidente do Conselho Directivo Regional da Região Autónoma da Madeira), Enf. Teresa Oliveira Marçal (Vice‐presidente do Conselho Directivo), Enf. Jacinto Oliveira (Vice-Presidente do Conselho Directivo), Enf. Margarida Rego Pereira (Presidente do Conselho Directivo Regional da Secção Regional da Região Autónoma dos Açores) Enf. Carminda Morais (Secretária do Conselho Directivo) Enf. Juan Carvalho (Presidente do Sindicato dos Enfermeiros na Madeira), várias chefias de reputadas instituições, Professores, etc. Esta "Conferência", organizada pelo Conselho de Enfermagem (Presidente - Enf. Lucília Nunes), foi, sem ferir susceptibilidades, tosca.
Sem uma orientação, uma linha condutora, um propósito. Foram convidados alguns colegas bem-intencionados e colou-se - a cuspo - as suas prelecções aqui e acolá.
Por isso se explica que numa Conferência de Regulação se misture na mesma panela matérias como "Vertente da Parentalidade", "Agressividade e Violência em Contexto de Cuidados", "Enfermeiro de Família", "Intervenção do Enfermeiros em Contexto de Urgência e Emergência", "Quedas em Meio Hospitalar", "Dor, 5º Sinal Vital", "Padrãode documentação dos cuidados de Enfermagem à pessoa com diabetes", "Proximidade e Desenvolvimento", etc... Um verdadeiro cozido à portuguesa.
Acerca de regulação propriamente dita, pouco... muito pouco... Não faltou a habitual "faltam Enfermeiros", pois claro!
. Muito do tempo foi consumido a enumerar intervenções da OE, algo que seria evitado, se… estivessem disponível no respectivo site. Tão simples!
. Foi de uma forma muito indelicada que a Enf. Lucília Nunes cortou a palavra à Enf. Olga Fernandes (Presidente do Conselho de Enfermagem Regional do Norte), quando esta respondia às questões provenientes da plateia, após uma apresentação objectiva, muito adequada à realidade e com um levantamento dos problemas reais que acometem a Enfermagem (ex. baixos salários e falta de liderança dos Enfermeiros em Lares e outras unidades, maior número de horas dedicadas à formação contínua dos Auxiliares do que aos Enfermeiros, etc), de uma forma muito directa e concisa....
Tive conhecimentos de projectos…. interessantes, desde de meias vermelhas com a inscrição "STOP"(!) na região plantar (pé), para calçar em utentes em risco de queda, a uma UCCI integrada no Hospital Valentim Ribeiro – Esposende (prelecção bem apresentada pela Enf. Madalena Filgueiras), mas que me suscitou a curiosidade pelo facto da colega ter apresentado um dado interessante: 98% dos Enfermeiros da respectiva unidade estão satisfeitos com trabalho desenvolvido, inclusive com os seus salários!!! Estranho... muito estranho. Uma palavra de amparo para a Enf. Ana Quesado, por uma exposição esquisita e por um tom de voz que nos lançou numa peleja desigual contra o sono!
Para o fim da tarde do 2º dia, veio o Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP), pela mão do Enf. Rui Inês (Coordenador Nacional do MDP). Eu poupava muito tempo se este colega me tivesse facultado o papel por onde leu toda a sua apresentação, quase sem levantar os olhos, a um ritmo semi-western, ao mesmo tempo que deglutia algumas palavras, talvez pelo aperto da fome. Contrastou com as posturas expositivas one-cool-man-show dos Enf. António Nabais e Sérgio Deodato.
. Em teoria e conceito o MDP é bom, no entanto avistei ali o emergir uma máquina pesada que terá dificuldades em revolutear. Assente em concepções como o Exercício de Prática Tutelada (EPT - atribuição do título de Enfermeiro) e o Desenvolvimento de Prática Tutelada (DPT - atribuição do título de Enfermeiro Especialista), deixa à mercê de vários Ministérios a definição de aspectos importantes e esbarra num aspecto logístico: como vamos disponibilizar locais de EPT para todos, sendo que estão 15 mil alunos de Enfermagem nas escolas, e mesmo para esses, os locais de “estágio” escasseiam? A bom rigor, não é possível, a menos que se comece a encaminhar os respectivos ensinos clínicos para Centros Comerciais e afins. Nasce também a figura do "Supervisor Clínico" (não confundir com o "Supervisor" da Carreira de Enfermagem).
. Por fim, o brilhante discurso final por parte da Senhora Bastonária, que chegou em cima da hora, entrando no auditório de forma triunfante, aclamada pelas palmas (das minhas mãos não ouviu nada) - conseguiu falar uns minutos e não dizer rigorosamente nada! Espantoso! Mas conseguiu dizer algo que me enterneceu: "tenhoorgulho em ser Bastonária do Enfermeiros e em tudo o que se tem conseguido"! O que me deixou a pensar: "será que se está a referir aos milhares de desempregados, aos salários de 500 euros, à expulsão dos Enfermeiros dos órgãos de decisão do SNS ou à terrível usurpação de funções que os Enfermeiros têm sofrido em todos os quadrantes??"
... escreveram à Revista Sábado (ver aqui porquê)!
"Exmo. Director da Revista Sábado Miguel Pinheiro
Assunto: Direito de Resposta
No seguimento do artigo por vós publicado na edição n.º 290, intitulado “Os melhores hospitais de 2009” (págs. 51 a 73), serve a presente carta para expressar (atrevo-me) a revolta de uma classe de profissionais de saúde, leia-se, Enfermeiros, que vêem a sua imagem e o seu desempenho profissional denegridos. Ao longo da edição, no que toca ao ranking dos hospitais portugueses, é notória a forma como se coloca a classe médica como personagem principal e, os restantes profissionais como meros figurantes. O jornalista Pedro Jorge Castro e o repórter fotográfico Pedro Zenkl foram, durante 24 horas, a sombra de uma chefe do Serviço de Urgência de um hospital de Lisboa…convidados ou visita proposta? Curiosa será decerto a resposta!
. Várias são as passagens nos artigos que revelam insensatez e um total desconhecimento da realidade da prestação de cuidados no dia-a-dia, nomeadamente da posição da Enfermagem, o seu papel fundamental na equipa, os seus conhecimentos científicos, técnicos e humanos, bem como a estruturação da profissão, enquanto detentora de funções independentes, nada espelhadas no vosso artigo; pelo contrário, o espelhado assemelha-se a um “enxovalho” público. Os leitores são atirados para uma realidade desfocada, uma realidade de submissão do Enfermeiro face ao Médico, através do recurso a expressões radicalistas: “…desanca imediatamente por telefone, as enfermeiras que estão a fazer a triagem…” (pág. 55); “…mandou recado por uma enfermeira…” (pág. 55); “Elizabete Jorge acode de imediato. Está sozinha na enfermaria – e está em maus lençóis…” (pág. 64); “O doutor está farto. Entre a administração de diuréticos e de nitratos o cirurgião recomenda-lhe calma…” (pág. 64); “Elizabete entra novamente em histeria. Énio volta a adverti-la para se tranquilizar…” (pág. 65); “ «Tudo calmo ao pé deste senhor» ordena o cirurgião.” (pág. 68).
. A cobertura jornalística deste projecto, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que assenta nos resultados dos cuidados, “…mais do que averiguar se os doentes são tratados nos serviços certos ou se organização do hospital responde de forma estruturada a um problema de saúde…” (pág. 51), não projecta para a sociedade quem está por detrás destas conquistas; se tal cobertura jornalística fosse alargada às 24 horas que os Enfermeiros passam junto do doente, a realidade descrita nas vossas páginas, com toda certeza, seria totalmente diferente.
. A Enfermagem é retratada como a equipa de bastidores de uma peça dirigida pela Medicina, MAS os médicos não são maestros que fazem uso sua batuta para dirigirem o trabalho dos Enfermeiros, isto é, não têm autoridade sobre o seu conteúdo funcional. Como equipa, ambos detêm funções independentes e interdependentes. Nós, Enfermeiros, somos detentores de um curso superior – Licenciatura – formados por Escolas Superiores, a quem foram reconhecidas competências na prestação de cuidados. A nossa profissão faz uso de metodologia científica e distingue-se, por ser transversal a outras disciplinas, por conseguirmos dar resposta ao holismo do doente, e não apenas à sua componente biológica; somos um elo fundamental na cadeia do sistema de saúde, (sim, é verdade!) embora o vosso artigo caracterize (ainda que erradamente) a equipa de saúde como sendo apenas composta pelo corpo médico.
. Convido-vos a uma breve análise do conteúdo funcional da nossa profissão: · Somos os primeiros na abordagem ao doente; · Identificamos problemas de saúde e actuamos em situação de emergência; · Organizamos, coordenamos, executamos, supervisionamos e avaliamos as intervenções de Enfermagem aos três níveis de prevenção, ao individuo, família, grupos e comunidade; · Decidimos sobre técnicas e meios a utilizar na prestação de cuidados de Enfermagem; · Utilizamos técnicas próprias da profissão com vista à manutenção e recuperação das funções vitais (respiração, alimentação, eliminação, circulação, comunicação, integridade cutânea e mobilidade); · Encaminhamos e orientamos para recursos adequados; · Promovemos a intervenção de outros técnicos de saúde; · Participamos na coordenação e dinamização das actividades inerentes à situação de saúde/doença, bem como na elaboração e concretização de protocolos; · Somos responsáveis por áreas como gestão, investigação, docência, formação e acessoria;
A vossa edição enaltece os médicos pelos seus heróicos actos; eu destaco a sua conduta arrogante do alto da bata branca e, os impertinentes comentários lançados pelos jornalistas: “«Olhe doutora, beijei hoje uma senhora com gripe A. Acha que estou infectado? Quero a vacina!». Galhofa geral no posto de comando das urgências do Santa Maria.” (pág. 54); Se faz jus ao seu título de médica, devia validar os medos do utente, e abster-se de juízos de valor. “ «Com vocês duas aí a triar, isto hoje vai ser para negativos. É quase tão mau como a …» [e diz o nome de uma antiga enfermeira gozada por todo o serviço pela reputação de incompetência].”(pág. 55); Prova escrita do enxovalho público dos Enfermeiros… “ «Quem é que está a fazer tanto barulho? Senhores enfermeiros, não querem virar aquele senhor de lado? Parece o leão da Metro a rugir» - o barulho fez-lhe lembrar o animal que surge no início dos filmes de uma produtora de Hollywood.” (pág. 56) Riram-se? Acharam cómico? Era algum familiar vosso? Era assim que o gostariam de ver cuidado…ou como diriam os Srs. de bata branca por vós enaltecidos: tratados? Fizeram alguma pesquisa prévia da fisiologia da dor? De como pode ser agonizante? É uma sugestão… “Uma conversa desagradável: a filha quer saber porque é que não foi feito uma TAC ao pai, sente falta de um exame, algo palpável que confirme o diagnóstico. A chefe assume uma postura defensiva: «Expliquei-lhe três vezes na sexta-feira. Não vou discutir indicação de exames consigo. Estudei para isso, tenho 30 anos de Medicina, senão a medicina era feita por computadores.»” (pág. 56) Felicitações pela sua larga experiência, pena que não se tenham lembrado de registar no vosso artigo a provável ansiedade que a dita filha devia sentir pela situação do pai, e a forma como isso influencia a percepção da informação que o profissional quer passar. “ «Como é que lhe fez um exame neurológico se ele não responde nem diz nada?», insiste a filha. A médica responde: «Com a sua pergunta está a mostrar que não sabe o que é um exame neurológico» ” (pág. 56) Duas vezes felicitações pelos 30 anos de Medicina que fizeram questão de realçar, e pela segunda vez lamento que os jornalistas não tenham realçado quem afinal tem que deter os conhecimentos, e quem está sujeito ao dever de informação… É aqui que a ‘equipa dos bastidores’ sobe ao palco, para resolver as lacunas de informação deixadas. Com todos os seus conhecimentos científicos, os Enfermeiros esclarecem e validam a informação percebida por utentes e familiares. Numa era em que se condenam leigos pelo uso indiscriminado de informação online, na procura de resposta para as suas dúvidas em questões de saúde (aquele palavrão dito pelo médico e que ninguém percebeu, aquela medicação que ninguém sabe o que é, como actua, os efeitos indesejados esperados, reacções a que devem estar atentos e comunicar aos serviços de saúde, os cuidados a ter face a determinada doença, vulgo, patologia, etc), seriam de enaltecer, sim, os correctos cuidados de saúde. Ao atribuírem notoriedade a simulacros como o 3º lugar: Hospitais da Universidade de Coimbra, mais uma vez revelam a vossa ignorância no que toca à profissão de Enfermagem. Internas de Medicina a fazerem-se passar por Enfermeiras “em maus lençóis”, “em histeria”, “assustada”, que “não ajuda”, que grita “Ai doutor, e agora?” cria a revolta no seio da nossa classe.
. Poderia sugerir 24 horas com Enfermeiros com cobertura dos seus cuidados, do seu desempenho, das suas competências…mas não, não queremos mediatismos, apenas ser devidamente reconhecidos e dignificados como importantes que somos, pelo que fazemos. Mais informo que a presente carta será remetida para a Ordem dos Enfermeiros, à qual será dado conhecimento do vosso infeliz trabalho, e a qual tomará as devidas posições. Convicto que este poderá ser o despoletar da voz da Enfermagem,
Reunião entre SEP e Ministério da Saúde já terminou...
"A reunião do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) com o Ministério da Saúde terminou sem novidades, excepto a marcação de dois novos encontros para os dias 9 e 15 de Dezembro.
Nessa altura, o Ministério da Saúde deverá avançar com as propostas e soluções para os problemas que afectam os Enfermeiros, e, em particular, os Enfermeiros do INEM. Quanto à polémica que antecedeu esta primeira reunião – a pressão do Ministério para que o Sindicato desmarcasse a vigília que estava agendada para esta tarde –, José Carlos Martins, do SEP, afirma que afinal tudo não passou de um mal entendido." link
"Jardim Ramos[Secretário Regional dos AS - Madeira]ofendido com Ordem dos Enfermeiros[SR da Madeira, presidida pelo Enf. Élvio Jesus]" link(ler mais aqui e aqui)
"O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, abandonou, ontem, a sala, durante a sessão de abertura do painel sobre “Emergência Pré-Hospitalar”, organizado pela secção regional da Ordem dos Enfermeiros (OE), por entender que a intervenção «de natureza sindical» do presidente da secção regional da OE, Élvio Jesus, «foi ofensiva, desrespeitadora e completamente desprovida de urbanidade e fora do contexto para o qual foi convidado, razão pela qual decidiu abandonar a sala».
Num comunicado enviado às redacções após ao sucedido e assinado pelo chefe de gabinete, Miguel Pestana, o governante esclarece que «desde sempre mostrou disponibilidade para dialogar com a OE, sempre que necessário e em local próprio». O abandono da sala deu-se quando Élvio Jesus estava a discursar na abertura do painel sobre emergência pré-hospitalar, mas, aproveitando a oportunidade, disse que havia enfermeiros descontentes com as mudanças no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, E.P.E. (SESARAM) e por isso podiam «avançar para tribunal para recolocar a legalidade». Jardim Ramos não gostou da declaração e ainda antes de entrar na sala, o governante tinha esclarecido à comunicação social que «não há ilegalidades, porque nunca foram registadas, o que de facto tem havido é conversações e negociações».
O secretário desmentiu também a existência de um abaixo-assinado com 600 assinaturas de enfermeiros mostrando o seu descontentamento, como tinha afirmado anteriormente Élvio Jesus, dizendo que o que chegou às suas mãos foi apenas «uma folha com quatro nomes». No final de toda esta situação e, em comunicado, o secretário regional dos Assuntos Sociais lamentou o sucedido e endereçou um pedido público de desculpas aos participantes e entidades convidadas presentes no evento, «certo de que compreenderão que outra não poderia ter sido a sua atitude».
Pode ler-se ainda no comunicado que este episódio desagradável não invalida o compromisso assumido pela SRAS, em manter o diálogo franco com as estruturas representativas da classe profissional dos Enfermeiros, sempre que seja considerado necessário e em contexto apropriado para o efeito». Ainda ontem, Jardim Ramos garantiu que o concurso público para a admissão de novos Enfermeiros irá abrir até ao fim deste mês, como prometido. Serão abertas 70 vagas."
"«Já fizemos um levantamento do número de enfermeiros, em cada um dos centros de saúde, e verificámos que pelos menos na região de Lisboa faltam mais de mil enfermeiros, tendo em conta os rácios da OMS», afirmou Isabel Barbosa, dirigente do SEP, citada pela edição online do ‘Público’.«
Se tivermos em conta apenas os cuidados primários, ou seja, os centros de saúde, faltam cerca de cinco mil enfermeiros. Mas estamos a deixar de fora a rede de cuidados continuados, a rede de cuidados paliativos e os hospitais porque juntando tudo são cerca de 21 mil», garantiu." link
A Enf. Isabel Barbosa é burra! Não sabe que os rácios da OMS não podem ser aplicados em Portugal, porque são resultado de uma contabilização que inclui Auxiliares de Enfermagem e outros Técnicos de Saúde secundários à profissão, o que sobrestima o resultados! Como é que a Sr. Enf. Isabel Barbosa quer negociar salário justos e os todos os direitos que os Enfermeiros merecem, sem poder de reivindicação (com milhares de Enfermeiros desempregados, que afinal, não passam de "contas erradas")?
A OMS quando dá nota destes dados, deixa bem claro (passo a citar, para a colega aprender):
"Nurses: includes professional nurses, auxiliary nurses, enrolled nurses and other nurses, such as dental nurses and primary care nurses"
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As lacunas de recursos humanos, em Portugal e relativas à Enfermagem, são excepcionais devido à nossa classe gozar do estatuto all-graduate, o que implica que não possam ser extrapolados os rácios da OCDE ou OMS!! Boas dotações sim, mas não à custa de uma comparação inconsequente com rácios que não servem para Portugal.
Por exemplo... existem cerca de 60 mil Enfermeiros em Portugal (+ 15 mil alunos). Se quisessemos dispor de um rácio de Enfermeiros semelhante à Noruega, necessitaríamos de 320 mil Enfermeiros!! Sim, leram bem, 320 mil! O rácio norueguês, segundo a OCDE, é de cerca de 32 Enf/1000 habitantes!
Acham que é verdade?? Claro que não! É uma mentira r-e-d-o-n-d-a! Um rácio sobrestimado com a contagem de vários profissionais que não Enfermeiros diplomados, para configurar um retrato político positivo do respectivo sector de saúde! Pura ilusão!
Ministra da Saúde assume compromissos com a OE (INEM/Ambulâncias SIV, UCC, MDP e Sistemas de Informação em Saúde)
"Lisboa, 26 de Novembro de 2009 – Na sequência das audiências solicitadas pelo Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros (OE) aos diversos Grupos Parlamentares e ao Governo - conforme, aliás, se informou publicamente a 7 de Outubro -, realizou-se ontem à tarde uma audiência com a Dr.ª Ana Jorge, Ministra da Saúde. Nesta audiência, a OE pôde entregar à Senhora Ministra da Saúde um dossiê documental sobre as preocupações que a Ordem dos Enfermeiros possui relativamente à Legislatura de 2009-2013. E sobre as várias matérias focadas, destacamos as áreas onde a detentora da pasta da Saúde assumiu compromissos claros.
• Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) - Face às notícias vindas a público nos últimos dias relativamente ao risco de o funcionamento destas ambulâncias ficar comprometido pelo regresso às instituições de origem dos Enfermeiros em regime de mobilidade - e depois de a OE ter solicitado a rápida resolução de uma questão que tem forte impacto nos serviços de proximidade prestados à população -, a Dr.ª Ana Jorge clarificou e comprometeu-se no seguinte: (i) Os Enfermeiros que se encontram ao serviço do INEM verão a sua situação renovada por mais um ano; (ii) O concurso que está a decorrer será em breve resolvido e vai abrir novo concurso interno para integração e solução de problemas existentes; (iii) A Rede SIV está em avaliação para proceder à necessária regularização e seu ajustamento às necessidades existentes, de acordo com o balanço globalmente positivo já realizado.
• Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) e restante reforma dos Cuidados de Saúde Primários - Considerando o estádio actual da reforma dos Cuidados de Saúde Primários e o relevante papel que desempenho no Sistema de Saúde Português, a OE chamou a atenção da Dr.ª Ana Jorge para a necessidade de se garantir que esta reforma não seja inviabilizada pela falta de recursos humanos - nomeadamente pela falta de Enfermeiros. Esta posição obteve a total concordância da governante que garantiu que serão criadas entre 20 a 30 Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC) até ao final do ano.
Recorde-se que a UCC é uma das unidades funcionais que resulta da reconfiguração dos centros de saúde e que serão coordenadas por Enfermeiros. Terão como objectivo fazer uma abordagem multidisciplinar dos problemas de saúde / prevenção da doença nos domicílios, escolas, locais de trabalho, etc…).
Conforme explicou na audiência a Dr.ª Ana Jorge, o Ministério terá de garantir os recursos humanos necessários ao funcionamento destas unidades.
• Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP) preconizado pela Ordem dos Enfermeiros - Após a aprovação da alteração estatutária da OE - que entrará em vigor no dia 1 de Janeiro de 2010 - urge criar os mecanismos que permitam o novo regime de atribuição dos títulos de Enfermeiro e de Enfermeiro especialista. Assim sendo, da reunião de ontem resultou a calendarização da regulamentação da Lei 111/2009 de 16 de Setembro (diploma que estabelece a alteração estatutária). A Senhora Ministra da Saúde assumiu o início, no próximo mês de Dezembro, do trabalho em conjunto com a OE que dará lugar a uma proposta de decreto-lei que defina o quadro regulamentar para a prática profissional tutelada (semelhante a um internato). O acordo a que se chegou ontem foi o de que esta matéria deverá estar concluída até ao final do 1º trimestre de 2010, para que possa começar a ser aplicada no início do 2º semestre do mesmo ano.
• Sistemas de Informação em Saúde - A OE voltou a reforçar a necessidade de ter sistemas de informação que intercomuniquem entre si nas instituições que compõem o Serviço Nacional de Saúde e de existir banda larga que permita o bom funcionamento dos sistemas. A Ordem dos Enfermeiros alertou a Senhora Ministra da Saúde para o facto de em algumas instituições que têm processos informatizados ser negado a Enfermeiros o acesso a dados clínicos, o que põe em causa a especificidade da tomada de decisão sobre os cuidados a prestar. A Dr.ª Ana Jorge reconheceu que esta é uma questão grave sobre a qual é necessário intervir para solucionar.
• Recursos Humanos - Sendo transversal a várias áreas, a OE colocou de novo a questão das dotações adequadas de recursos humanos, assim como da instabilidade que se gera nas organizações pela ausência de regimes de contratação que assegurem a necessária estabilidade como factor determinante da qualidade dos cuidados. A OE recordou que o quadro legal da Administração Pública sobre a contratação e mobilidade de recursos humanos não prevê, erradamente, medidas específicas para áreas como a da Saúde, nomeadamente para grupos profissionais com competências muito próprias.
Como resultado, tem-se avançado com reformas que não dão estabilidade aos profissionais que a elas aderem e não se tem dado resposta à crescente falta de profissionais, nomeadamente Enfermeiros, sendo que muitos vão procurando emprego noutros países. A Senhora Ministra da Saúde concordou com a OE nesta matéria, tendo defendido a adopção de medidas específicas para a Saúde, sem as quais os serviços não poderão dar resposta às crescentes necessidades da população, pelo que no início de 2010 será criada legislação específica para a saúde que viabilize soluções até agora não existentes.
O dossiê ontem entregue à Senhora Ministra da Saúde contempla ainda as perspectivas da OE relativamente ao futuro Plano Nacional de Saúde, Urgência / Emergência, Cuidados Continuados Integrados, Saúde Mental, Área Hospitalar, Ensino e Investigação em Enfermagem e regulação profissional no âmbito da Saúde.
Sobre todos os assuntos versados na audiência serão agendadas novas reuniões entre responsáveis pelo Ministério e OE.
Na audiência de ontem estiveram presentes a Enf.ª Maria Augusta Sousa, Bastonária da OE, Enf.ª Teresa Oliveira Marçal e Enf.º Jacinto Oliveira, Vice-presidentes da OE, Enf.ª Lucília Nunes, Presidente do Conselho de Enfermagem da OE, e Enf.º Sérgio Deodato, Presidente do Conselho Jurisdicional da OE. Além da Dr.ª Ana Jorge, também esteve presente o Dr. António Mendes, Chefe de Gabinete da Senhora Ministra da Saúde."
"MINISTÉRIO DA SAÚDE SOLICITA A DESCONVOCAÇÃO DA VIGILIA AGENDADA PARA HOJE EM FRENTE À ARS DE LISBOA E VALE DO TEJO, CASO CONTRÁRIO, DESMARCA REUNIÃO AGENDADA TAMBÉM PARA HOJE, ÀS 18H, COM A MINISTRA DA SAÚDE" link
"Em função da importância que a reunião com a Ministra da Saúde assume e porque aquelas temáticas também constam das matérias a abordar, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses aceitou desconvocar a vigília contudo, caso a Ministra da Saúde não assuma compromissos no sentido de por fim à precariedade de emprego e de admissão de mais enfermeiros, a vigília será reagendada, para o início de Dezembro, para a porta do Ministério da Saúde."
Decidi publicar o seguinte comentário (apesar do seu teor), de um indivíduo que se identifica como "TAE":
"Pois, hoje ouvi na SIC uma reportagem sobre a paralisação dos Enfermeiros no INEM, não posso deixar de dizer que achei muita piada ao assunto. Como podem queixar-se os Enfermeiros de um problema que já sabiam que existia, pois quando entraram no INEM foram informados que no final da requisição iriam novamente para os serviços os quais estão afectos, o porquê agora esta admiração?
Pois irei aqui dizer algumas verdades sobre o assunto: Os Enfermeiros querem continuar no INEM e não querem perder o lugar no hospital, porque ao contrário do hospital, eles no INEM ganham ordenados surreais. O Enfermeiro Rui Miguel, devia ser o ultimo a falar, pois esse senhor no hospital ganhava o mesmo que toda a gente, teve a oportunidade de ir para o INEM com a conivência da Delegada regional centro e da Dr.ª Sofia (sua grande amiga…) e agora tira uma média de 7000€ limpos!!!
É claro que o INEM tem que sustentar o seu Mercedes, tem que pagar os jantares com a sua amiga. Infelizmente este senhor em conjunto com as outras acima referidas faz o quer e bem lhe apetece no INEM. Contudo a Direcção do Instituto anda muito atenta, começou por querer saber o motivo desses ordenados valiosos, instaurou um processo disciplinar a esse senhor, o Enfermeiro tem três processos judiciais a decorre contra ele, por difamação, má pratica e usurpações de funções!!!!!!!!!
Mas como ele, andam ai muitos, então pelos vistos na delegação Norte andam lá um grupinho que pensam que fazem o querem e bem lhes apetece, enganam-se o CD INEM anda muito atentos a essas nódoas, esta semana irá haver mais novidades, pois parece-me que alguns irão comer as batatas e o bacalhau ao Santos Silva!!!!!!!
Os Enfermeiros meteram-se com as pessoas erradas, com os TAE agora por culpa de uns irão todos sofrer as consequências!!
Não vale a pena o AVÔ Manuel Azevedo andar para aí com pena deles, pois só se queima e muito, consegue perder toda a sua credibilidade perante o MS e INEM, anda a falar em nome de pessoas que não passam de lixo para a Enfermagem Portuguesa!!!!!
Felizmente temos uma grande equipa na direcção do INEM e MS, estão a limpar tudo o que não presta no INEM, vejamos:
Cunha Ribeiro[Médico, ex-Presidente do INEM] – Levou uns patins
Nelson Pereira [Médico, ex-Director Clínico] – Levou uns patins
Isabel Santos[Médica, informou a dispensa do todos os TAE da VMER do CODU de Lisboa] – Levou uns patins
António Pereira [Enfermeiro, ex-Coordenador das Ambulâncias INEM do Porto] – Levou uns patins
Estes foram todos postos a correr do INEM, avinhem o porquê!!!!!!!!
E segundo fontes INEM, encontram-se a marinar alguns elementos com o objectivo de também levarem uns patins ainda maiores do que os outros:
Coimbra: Rui Miguel[Enfermeiro, Coordenador Regional dos meios de Suporte Imediato de Vida]– Já os tens calçados.
Regina Pimentel [Médica, Delegada Regional Centro do INEM] – Até já pôs baixa médica.
Porto: Luís Meira[Médico, Delegado Regional Norte do INEM] – Anda a ser observado.
António Táboas[Médico, Coordenador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do Porto] – Anda a ser observado
Sérgio Moreira [Enfermeiro] – Já os tem calçados.
Luís Oliveira – Já os tem calçados.
Rui Campos[Enfermeiro, Coordenador Serviço de Ambulâncias de Emergência, Porto]– Anda a ser observado.
Algarve: Todo a direcção do SAE [Serviço de Ambulâncias de Emergência] irá ser demitida.
Lisboa: Nada a mencionar, visto que a limpeza já foi realizada, tendo o ultimo sido encostado no CIPSE, o Luís Fernandes [Enfermeiro, Centro de Intervenção e Planeamento para Situações de Excepção] (grande nódoa no INEM).
Com isto quero dizer que tudo muda meus senhores, ainda bem que o INEM em conjunto com o MS estão a implementar no seio do Instituto transparência e igualdade entre todos os que lá trabalham, bem hajam estes senhores."
O que os "Paramédicos" (Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar) se propõem a fazer em Portugal (nova carreira)?
(Clicar para ampliar e ler)
Ler a Proposta de Carreira de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar na íntegra aqui (proposta conjunta do Sindicato de Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE) e da Associação Nacional de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (ANTEPH)).
Usurpação objectiva do conteúdo funcional dos Enfermeiros!
Longe vai o tempo (Outubro de 2004) em que a Revista Visão publicou - pela mão dos jornalistas Isabel Nery e Bruno Rascão - o mais brilhante artigo que a comunicação social escrita já fez sobre a Enfermagem: "Os donos dos hospitais"! Fiel à realidade. Levantou a ponta de uma justiça que teima em fugir à classe.
O mesmo não se pode dizer da Revista Sábado (n.º 290 de Novembro de 2009). Desde que publica uns suplementos que pretendem classificar hospitais e respectivos serviços numa espécie de ranking nacional, começou o sensacionalismo demagógico. Com critérios duvidosos, refira-se. Se fosse para classificar oficinas de automóveis, então a coisa resultava melhor... mas o problema até nem é esse.
Pelo meio destas "histórias reais" que acompanham este "estudo", há muita insensatez, desconhecimento e espírito hollywoodesco. Os Enfermeiros são bastante mal(re)tratados.
Começa logo pelo endeusamento do Médico em detrimento de todos os outros. Um endeusamento puro. Os Médicos é que sabem, querem, podem e mandam.
Basta começar pelo início...
"A pedalada da Chefe das Urgências [Hospital de Santa Maria] - Teresa Rodrigues é a mistura do Dr. House (embora o odeie) e das chefes das séries Serviço de Urgência e Anatomia de Grey"
Bastou ler isto para adivinhar o que aí vinha. Os Médicos são seres superiores. Mais inteligentes, resistentes, capazes e podem ser arrogantes com todos - simplesmente porque estão acima da condição destes descendentes dos macacos que para aqui andam (ex. "vou ter de me indispor, já estou a ver").
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"Às 20 horas, a equipa muda e entra um grupo de Médicas que estão a completar a especialidade (internas) ou recém-formadas, mas todas muito jovens, o que reforça o lado protector da chefe, um pouco à semelhança da Drª Bailey da série Anatomia de Grey"
Ficamos a saber que a equipa é constituídas só por Médicos. O resto é um mero cenário hollywoodesco...
"Muitos já viram doentes-robôs em séries de TV. No Centro de Simulação Biomédica dos HUC há uns iguaizinhos. São reais para ensinar medicina de alto risco. Sem matar pessoais reais"
De facto, o(a) jornalista vê mesmo muita televisão (a julgar pelas constantes referências) O filme continua: Médicos, Médicos, Médicos...
Estava para ler a página seguinte, mas o título era demasiado sugestivo: "Deus no céu e a Drª na Terra". Já nem me dei ao trabalho de o fazer. Faz-me lembrar uma velha história que contava que, após um grupo de Enfermeiros ter salvo a vida de um homem em estado crítico, um Médico foi ter com a respectiva família e afirmou triunfante: "esteve com um pé do lado de lá, mas felizmente eu estava de serviço..."!!
Nas histórias que por lá constam o enxovalho vergonhoso aos Enfermeiros é uma constante...
"Um doente com um abcesso na nádega é enviado para a consulta da tosse, o que provoca a irritação do médico que lá está: queixa-se à chefe, que desanca imediatamente, por telefone, as Enfermeiras que estão a fazer triagem: "Com vocês as duas a triar, isto hoje vai ser para negativos. é quase tão mau... [e diz o nome de uma antiga Enfermeira gozada por todo o serviço pela reputação de incompetência]""
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"A Enfermeira não ajuda - anda assustada de um lado para o outro. Ai doutor, e agora?! Ai doutor. O doutor está farto"
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Depois basta ver as estatísticas apresentadas e concluir que num hospital só trabalham Médicos. Só se explica quantos Médicos há por turno, quantos estão vacinados, quantos é que chefiam isto e aquilo...
Quem ler estas besteiras e não conhecer a realidade, até pode pensar que é mesmo assim...
# posted by Doutor Enfermeiro : 11/22/2009 09:37:00 AM
36 comments
Sábado, Novembro 21, 2009
Enfermeiros do INEM (região centro - Coimbra) demitiram-se!
(Ver vídeo com Enf. J C Martins, SEP, e Enf. Rui Miguel Cruz, INEM, Coordenador Regional dos meios de Suporte Imediato de Vida)
"Vários responsáveis do INEM na Região Centro demitiram-se nos últimos dias devido a divergências com a direcção nacional, disseram hoje à agência Lusa fontes da instituição. "Estes responsáveis, todos com larga experiência de 'back office' e formação, apresentaram a demissão. Os meios SIV da Região Centro poderão não estar operacionais a partir de 01 de Janeiro", declarou uma das fontes, que pediu para não ser identificada.
. Conctactado pela Lusa, o Enfermeiro Rui Miguel, coordenador regional dos meios Suporte Imediato de Vida (SIV), confirmou alguns dos problemas que abalam a delegação regional do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)."
As negociações relativas à carreira de Enfermagem (Carreira; CTC; CSP (UCC/USF); INEM; Gripe A; Aspectos do Programa de Governo estão na agenda), vão ser reatadas no dia 26 de Novembro pelas 18 horas, no Ministério da Saúde, com a CNESE. A FENSE aguarda marcação pela tutela.
Há perguntas importantes sobre a Enfermagem que, infelizmente, ainda são mediatizadas por... Médicos. Apesar de tudo, é um sinal claro que alguém anda atento. Não basta só pensar, planear, projectar, é necessário mediatizar. Para o povo, o que não se conhece, não existe.
A seguinte questão - relativa aos Cuidados de Saúde Primários, mas extrapolável para o SNS - foi colocada pelo Jornal Médico de Família (JMF). A resposta é da responsabilidade de Manuel Pizarro (MP), Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.
A questão..
JMF - "O Serviço Nacional de Saúde e na verdade toda a actividade em Saúde tem por base a prestação médica, deixando na sombra os outros grupos profissionais... Já noutros países, Saúde está apoiada no protagonismo dos Enfermeiros(...). Pensa que seria vantajoso alterar este quadro?"
A resposta (insatisfatória!)...
MP - "Temos, nessa matéria, uma ambição modernizadora, reconhecida na natureza multiprofissional das USF e das outras unidades funcionais. Temos vindo a alargar a intervenção dos Enfermeiros e o número destes profissionais a trabalhar nos centros de saúde.
Pela primeira vez, nas USF, há um padrão que define o mesmo número de Enfermeiros e de médicos. Estamos também a recrutar outros profissionais para os centros de saúde: nutricionistas, psicólogos, higienistas orais, fisioterapeutas, assistentes sociais.
A coexistência de diferentes grupos profissionais é essencial para permitir uma resposta qualificada às necessidades de saúde emergentes, aumentando a resolutividade dos cuidados de saúde primários."
(Colocar o cursor em cima da imagem e clicar em play para ver o vídeo)
"Ordem dos Enfermeiros criou grupo de trabalho dedicado a detectar falsos Enfermeiros ou profissionais sem cédula em lares de idosos.
Apesar de em Coimbra não haver casos, e de o projecto estar a arrancar no Norte, só este ano já há nove processos de usurpação de funções na região de Lisboa, mais nove casos prováveis. Mas a OE estima que haja dezenas." (Diário de Notícias - ler noticía na íntegra; ler também entrevista a Lino Maia, Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade)